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Uma Vida
Madre Leônia, (Maria Milito), nasceu em Sapri, província de
Salermo,
Itália, no dia 23 de junho de 1913. Seus pais, possuídos de fé
cristã profunda, legaram aos filhos a solidez da formação humana e
espiritual.
Com 16 anos, Leônia ingressou no movimento religioso Ação Católica.
A liderança que exercia entre amigos e amigas, entusiasmava outros
jovens e participar das atividades paroquiais. Do tempo livre de que
Madre Leônia dispunha, aproveitava para das catequese, estudar a
Palavra de Deus, orar diante do Santíssimo Sacramento e visitar as
famílias que precisavam de uma palavra de fé.
A jovem Leônia sentia que o mundo precisava de conversão, de aceitar o
projeto misericordioso do Pai e, para concretizá-la, era preciso ajudar
os irmãos a experimentar o amor de Deus em suas vidas, tanto por meio
da conversão pessoal quanto pela libertação de toda opressão e
miséria, de toda pobreza que escraviza a humanidade.
Este nobre e grande ideal foi amadurecendo sempre mais, até que em 18
de junho de 1935,
Madre Leônia ingressou no Instituto das Irmãs Pobres
Filhas de Santo Antônio, Itália.
Em março de 1938. O Instituto das Pobres
Filhas de Santo Antônio transferiu a casa de novinciado para Salita
Miradois, Nápoles. Como formadora, Madre Leônia foi destinada
para essa residência, onde exerceu por quase oito anos os trabalhos com
as formandas e dedicou-se às obras sociais e caritativas da
Congregação, principalmente nos anos difíceis da Segunda Guerra
Mundial.
Em meio aos constantes bombardeios que
atingira, Nápoles, Madre Leônia para socorrer as crianças
pobres e órfãs de guerra, os velhos desamparados, as Irmãs de
Clausura e as necessidades do Instituto, pediu esmolas, enfrentou as
filas de abastecimento e procurou ajuda dos organismos públicos,
arriscando a própria vida, para
aliviar
os sofrimentos dos irmãos.
Para melhor servir na formação das futuras
religiosas, fez o secundário (magistério) e continuou seus estudos de
música, colocando ses dons a serviço do povo de Deus nas celebrações
litúrgicas e da Congregação. Iniciou, também, a direção espiritual
com o padre Michelângelo Plastino que a orientou até o fim de sua
existência terrena.
No dia 15 de maio de 1943, Madre Leônia
emitiu seus votos perpétuos, confirmando a sua vontade de ser toda e
para sempre de Nosso Senhor. Essa decisão generosa e consciente, selada
com amor e fidelidade, foi mantida em todos os momentos de sua
existência, mesmo naqueles mais obscuros e contraditórios. Ela sempre
soube viver a fé, a esperança e o amor N´Aquele em quem depositou a
sua confiança.
Na década de 1950, as religiosas orientadas e acompanhadas por Madre
Leônia Milito, deixam a Itália rumo a um país distante, o Brasil.
Fazem do sonho missionário uma realidade. Com o coração repleto de
amor a Deus e ao irmãos, dedicam-se às diversas pastorais, trabalham
nos asilos, orfanatos, creches, escolas e hospitais.
Com sua inteira correspondência à graça divina e atraindo tantas
outras jovens para o ideal missionário, deu início, juntamente com Dom
Geraldo Fernandes, no dia 19 de março de 1958, na cidade de Londrina,
Paraná, a uma nova família religiosa, denominada Missionárias de
Santo Antônio Maria Claret, que tem como finalidade primordial o
Anúncio da Palavra e o Serviço da Caridade.
Madre Leônia Milito não foi apenas a fundadora desta ordem religiosa;
durante 22 anos, exerceu a missão de superiora geral e mãe espiritual
das irmãs. Toda a sua vida e trabalho estiveram voltados para os
necessitados. Com todos partilhou alegrias e angústias, sofrimento e
esperanças.
Sua ação não conheceu fronteiras. Ensinou às suas irmãs religiosas
que o coração de uma missionária dever estar lá onde se encontra um
irmão sofrendo. Para que isso se concretizasse instalou comunidades de
irmãs em vários estados do Brasil, bem como nos cinco
continentes.
Aos 67 anos, em pleno vigor da ação apostólica, Madre Leônia partiu
para a casa do Pai: faleceu vítima de uma acidente automobilístico.
Sua vida continua, multiplicada em cada uma das irmãs, que desejam
continuar com fidelidade a obra por ela iniciada.
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